Artigo

Tecnologia demais é pecado?

João da silva
Março
2 / 2018

A maioria das pessoas está cada dia mais acostumada a ficar dia e noite de olhos fixos nas telas dos smartphones. O jeito de se comunicar vem sofrendo mudanças drásticas, afetando desde as reuniões familiares às convenções sociais. Pode ser na mesa de jantar em casa(isso quando a família ainda consegue se reunir para as refeições) ou na mesa de um restaurante, as pessoas envolvidas dividem seu tempo entre a conversa entre os presentes e seus contatos virtuais, por meio das mídias sociais.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup em 2015 diz que a maioria dos usuários de celulares verifica seus telefones pelo menos uma vez a cada hora e deixa o aparelho próximo da cama enquanto dorme. Somos a geração dos ultra-conectados. Outra pesquisa, da FlashGap, revela que 87% das pessoas admitiram não prestar atenção em uma conversa na vida real porque estavam olhando para o telefone.

O cristão pode, e deve, fazer uso da tecnologia como uma ferramenta positiva, seja em seus relacionamentos interpessoais, seja na evangelização. Compartilhar mensagens bíblicas, notícias relevantes e debates inter-religiosos, são coisas que fazem parte do dia a dia de muitos cristãos. Promover eventos e programar encontros, ou até mesmo vender aqueles produtos que ajudam a pagar as contas no final do mês.

Porém existem alguns perigos nessa avalanche de informações que enchem nossa timeline todos os dias. O que antes eram apenas conversa entre amigos, agora se torna algo público e pode alcançar milhões de pessoas em apenas alguns cliques. Portanto, uma opinião formulada em um momento de infelicidade, pode causar repercussões estratosféricas. Que o digam algumas personalidades, artistas e políticos cristãos que vivem em meio a polêmicas nas mídias sociais.